LENDA VIVA IRMÃ DE LAMPIÃO ESTÁ VIVA  Aos 99 anos, irmã de Lampião recebe visita de parentes em SP. Descendentes vieram de Pernambuco para rever dona Mocinha. Último encontro da família aconteceu em Juazeiro do Norte, em 1997. Um grupo de nove parentes de Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, veio do Recife para São Paulo, na semana passada, para visitar a única irmã viva do Rei do Cangaço, Maria Ferreira Queiroz, conhecida como dona Mocinha. O encontro foi realizado no domingo (5), no Centro de Tradições Nordestinas (CTN). Ao todo, o encontro reuniu mais de 20 descendentes de pelo menos três gerações do cangaceiro. O último encontro da família havia ocorrido em Pernambuco, em 1997. Só que, daquela vez, foi dona Mocinha que viajou para rever os parentes. Em São Paulo, ela vive em um apartamento, no bairro de Santana, com os filhos Expedito e Valdeci.
Dona Mocinha coloca chapéu de cangaceiro no reencontro com parentes do Recife em São Paulo. Desta vez, o plano da viagem foi anunciado em um almoço de família, na capital pernambucana, no fim de maio. O passeio por terras paulistanas vai durar até este sábado (11), quando o grupo retorna para casa. Nos intervalos das visitas para dona Mocinha, os pernambucanos não perderam a oportunidade de conhecer pontos turísticos de São Paulo, como o Mercado Municipal, além de fazer compras na Rua 25 de Março.  Kátia, Clarice e Sandra ao lado da estátua de Padre Cícero, no Centro de Tradições Nordestinas Segundo Sandra Queiroz, neta de dona Mocinha, o objetivo da viagem foi fazer uma confraternização familiar. "Queremos passar nossa história para os mais jovens da família. Queremos que as gerações mais novas da família conheçam a avó e possa conhecer de perto outra face de Lampião”, disse Kátia Queiroz. Dona Mocinha, apesar de estar gripada, não recusou o convite para o reencontro e seguiu para o CTN. "Nunca imaginei que faria um passeio desse. Eu gostei", disse a atual matriarca da família de Lampião.  Dona Mocinha recebe o abraço de Sandra Queiroz durante o reencontro em São Paulo Saudades A cada reencontro com os sobrinhos, netos, bisnetos e tataranetos, dona Mocinha abria um sorriso no rosto. Quando a memória lhe faltava, ela perguntava objetivamente de quem se tratava a pessoa que estava abraçando. "Eu estava gripada, mas fiquei boa hoje só para reencontrar minha família. Só não fazia ideia que era tanta gente."
Apesar da gripe, ela suportou com força de menina o encontro, que durou cerca de quatro horas. É justamente a idade de dona Mocinha que pautou algumas rodas de conversa entre os parentes viajantes. O documento de identidade da irmã de Lampião indica que ela nasceu em 8 de janeiro de 1906, portanto, ela teria 102 anos, mas ela se recusa a afirmar que tenha essa idade, e não é por vaidade. "Eu tenho 90 anos", disse ela em um primeiro momento. Logo em seguida, ela buscou mais fundo na memória e disse ter os 99 anos. "Completo 100 anos em 2010", afirmou a matriarca. O irmão 'Rei do Cangaço' Dona Mocinha diz que não lembra do irmão como cangaceiro e nem sabe nada sobre o movimento, pois era muito pequena quando ele entrou no cangaço. Lampião e Maria Gomes de Oliveira, a Maria Bonita, morreram em 28 de julho de 1938, na Grota de Angicos, em Poço Redondo (SE), durante uma emboscada montada pela volante (polícia) da época. Os dois se tornaram mitos da história brasileira. À época do assassinato deles, dona Mocinha teria, pelas contas dela mesma, 28 anos, e pouco contato com o irmão. "Só me lembro de ter encontrado com ele uma vez depois que ele saiu de casa." Lampião nasceu em 4 de junho de 1898, no sítio Passagem das Pedras, em Serra Talhada. Criado entre 1908 e 1912, segundo registros de historiadores, o cangaço existiu até 1940. Alguns pesquisadores dizem que Lampião circulou apenas pelo sertão, mas outros afirmam que os cangaceiros deixaram pegadas pelo agreste. O certo é que Lampião não foi o criador do cangaço, mas sim Sebastião Pereira da Silva, o único chefe do Rei do Cangaço, conhecido como Sinhô Pereira.
Escrito por Tião Maia às 17h16
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CRÔNICA   APERREIO GRANDE Se existe uma coisa constrangedora e chata, essa coisa é aquela coceirinha no traseiro quando se está num lugar público. O furico coça. Você se contorce todo, dá uma agonia pior que qualquer dor de barriga. Você começa logo a suar... Pense, é um aperreio grande! O cara está lá na fila do banco e começa coceirinha. Os cabelos do rabo parecem que se engancham um no outro e causa um curto circuito anal. Começa a coceira e você tem logo a vontade de empurrar e balançar no rabo a caneta que está em sua mão. Pior, tem uns que não estão nem aí: arrebitam o bum bum, levantam a perninha na pontinha de um pé só, socam a mão suja no danado do rabo por dentro da cueca e coçam o fiofó com todo vigor. O povo olha, fazem um ar de nojo, mas o “coçador” fica ali num prazer só... Aliviado, aliviado! A madame que ta na fila do INSS diz: olha só que homem sem etiqueta! Mas quando ela acaba de falar, começa a se contorcer toda fazendo cara de baiacu: não é que a danada da coceira acabara de atacá-la. Fica com tua etiqueta moça, enquanto o barbudão coça mesmo o rabo! E a danada da coceirinha é nojenta viu?! Ela ataca nos piores momentos: na fila do banco, do pão, da carne, na hora da ceia natalina, no pátio da faculdade, na praça de alimentação do shopping, e por aí vai... Me lembro uma vez que no primeiro encontro com uma garota, na hora em que a cortejei e já ia beijá-la, a danada da coceira me ataca. Começo a beijá-la, vou ficando agoniado, suo frio, mexo o rabo pra lá e pra cá, a moça pensa que estou logo num maior sarro e amasso, ela se aperreia e corre embora... ainda bem! Consegui coçar meu furico à vontade! Nisso, fico pensando na inércia de meus gestores públicos, que quaisquer políticas públicas não promovem! Só fazem com a canetinha criar leis, sancionar leis, sentenciar baseados em leis... Pensam que a lei é mãe da vida social. Não percebem eles que é filha! Leis não mudam realidades. Realidades sim: mudam leis e as tornam podres! Agora me pergunto: porque será que a danada da coceirinha nunca ataca o rabo dos políticos na hora em que eles estão com a canetinha prestes a cometerem uma injustiça com rubricas? Com certeza essa canetinha pararia no lugar certo! Na hora da injustiça a justiça é da caneta!
 Emanuel Clélio de Oliveira Carlos Acadêmico de Direto da UNP Kekel
Escrito por Tião Maia às 01h25
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POETANDO
![[fruto+da+esteva.jpg]](http://4.bp.blogspot.com/_VJ1p4r6sTZU/Sft73-Inx_I/AAAAAAAAAH8/hkDu7eEIsaY/s1600/fruto%2Bda%2Besteva.jpg)
BendiTEOfruto Danilo de Abreu Lima
BendiTEOfruto Do teu ventre, Mãe- poesia A nos jorrar promessas E impropérios Da mais dura lábia E dos mais puros lábios Virginais: Vadiai, palavra, vadiai Em busca dos novos cAis!
Escrito por Tião Maia às 21h53
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![[lembranças+azuis.jpg]](http://1.bp.blogspot.com/_VJ1p4r6sTZU/Sh3fstfrXiI/AAAAAAAAAIw/IuSEEYl-BDY/s1600/lembran%C3%A7as%2Bazuis.jpg)
NOTAS ÁTONAS Danilo de Abreu Lima As notas são átonas E soam como caos Como cães que ladram Sem caravanas que passam. Passam as notas Aos nortes E hordas de truculências Atacam, atracam Nos portos E derrubam as portas Das cidades Antes das madrugadas. Cavalos de tropias,. entropias E helenas Ensimesmadas e opacas Descolorem madeixas E desfiasm queixas ao luar: Nada há a fazer A não ser Se lançar ao mar Buscando outros portos Trópicos Nada a fazer A não ser Circunavegar Acima e além do mar E buscar o caos um outro tipo de ordem a reger as naus.
Escrito por Tião Maia às 21h50
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![[chuva+e+sol.jpg]](http://1.bp.blogspot.com/_VJ1p4r6sTZU/Si3SbbkczqI/AAAAAAAAAJI/yjMgL754Qj0/s1600/chuva%2Be%2Bsol.jpg) NOS BOLSOS DA BERMUDA Danilo de Abreu Lima Debruço-me sobre meu corpo E adivinho nuances De similitudes: Alço-me E me calço de luvas De diamantes Para tocar sóis brilhantes E violinos de lua. E a rua passeia,límpida Lavada dos raios de chuva Enquanto asculto A minha velha canção Oculta Nos bolsos da bermuda.
Escrito por Tião Maia às 21h49
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![[FraresEncantats3.jpg]](http://3.bp.blogspot.com/_VJ1p4r6sTZU/SkodOGJKpxI/AAAAAAAAAJY/J04eLetmP7g/s1600/FraresEncantats3.jpg) DO QUE A GENTE TEM FOME? Danilo de Abreu Lima Palavrentura Ventania que carrega Mundos E desagrega muros Erguidos sem saber No caminho do futuro Não se sai assim de um velho ovo De um mundo carcomido E digerido Vomitado sobre fezes de infelizes: É pesado o sentimento O cantar pesa toneladas Quando a alma navega Em oceanos profundos De dores adivinhadas O cantar nunca é leve Quando o corpo antecipa A ausência presente Física, Desfiando rosários De queixas. Somos todos assim, Solitários e ermos Em meio ao mundo Buscando o porto: E o porto é sempre o outro O inferno é sempre o outro Assim como o paraíso E os edens que buscamos, Como deuses Ou anjos tortos. Os banjos já não tocam E romperam-se as cordas das liras Os coros de serafins há muito Se calaram E a terra ruge, a alma urge, O corpo grunhe Horrores ruminantes Somos todos meros seres Solitários e ermos Em meio ao mundo: E o poço, o poço Nunca tem fundo Só chumbo nos céus Pesados, de cúmulus Açodando sentidos. A poesia anda solta Querendo se mostrar Nas insignificâncias E nas entrelinhhas Mas a gente não quer ver Ou sentir o simples A gente prefere se perder Em estradas cheias de curvas Pósmodernas De necessidades novas. Do que a gente tem fome?
Escrito por Tião Maia às 21h49
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UM MÊS  HORÁCIO PAIVA Um mês sem a presença física de D. Nivaldo Monte entre nós e nesta Natal que amou. Um mês deste tempo que inventamos e que aprendemos a repartir e contar. Mas que, sem retorno, não o devolve. Porque o seu tempo - como, de resto, o nosso tempo - é o da eternidade. Li certa vez que perguntaram a Galileu Galilei quantos anos ele tinha, ao que respondeu: "Cinco, dez, ou quinze anos. Talvez mais, ou talvez menos. Talvez alguns dias, ou somente um dia. Sim, porque o tempo passado já não me pertence e apenas posso contar com o futuro. Mas este eu não sei precisar". Sobre esse tema, o tempo é o que dele nos cabe em vida, diz Marco Aurélio em suas "Meditações" (Livro II, 14): "Ainda que os anos de tua vida sejam três mil ou dez vezes três mil, lembra-te que ninguém perde outra vida, senão a que vive agora, nem vive outra senão a que perde. O prazo mais longo e o mais breve são, portanto iguais. O presente é de todos: morrer é perder o presente, que é um tempo brevíssimo. Ninguém perde o passado nem o futuro, pois a ninguém podem tirar o que não tem". A matéria do presente seria, então, o próprio tempo. E administraria melhor o seu tempo existencial aqueles que tivessem o seu olhar mais amplo, universal, holístico, de conjunto o visionário. Tenho que, na arte de viver, expressem sabedoria aqueles que sabem distinguir o principal e o secundário, mantendo a serenidade e a tranquilidade de espírito (mesmo diante das adversidades, comuns na vida de todos) e estando, dessa forma, maus próximos também da felicidade. A esse própósito, D. Nivaldo Monte não foi apenas um sacerdote, mas um sábio, um visionário, alguém que soube aliar o espírito contemplativo à ação. Sêneca, um dos mais expressivos pensadores do estoicismo romano - filosofia, aliás, tão presente em nossa religião cristã - recomendava alternar o recolhimento e a vida social: Misturemos as duas coisas: alternemos a solidão e o mundo" (in "Da Tranquilidade da Alma" - XVII, 3) . A meu ver, portanto, o belo perfil existencial de D. Nivaldo continha esses dois lados: o contemplativo e o ativo. Nesse último sentido, é inegável a sua profunda contribuição ao desenvolvimento educativo, cultural, político e social de nossa gente. Entregue ao pensamento, à literatura e às reflexões, não se pode negar, também que foi um vigoroso homem de ação. Aliado ao seu grande amigo e também figura de proeminência da Igreja, D. Eugênio de Araújo Sales, é autor de inúmeros feitos exemplares, essenciais ao progresso e ao crescimento moral e espiritual de nosso povo. Crior, por exemplo, a Rádio Rural (Emissora de Educação Rural), utilizando-a como importante e pioneiro instrumento de alfabetização e educação em nosso Estado. Outra ação pioneira de sua lavra foi a instalação da Escola de Serviço Social (hoje integrada à Universidade Federal do Rio Grande do Norte), primeira entidade de ensino superior, na espécie, em Natal. Nos anos de chumbo da ditadura, quando um grupo de humanistas e democratas (Padre Pio, Dermi Azevedo, Elias Cabral Maciel, Rivaldo Fernandes e eu) lutavam contra a opressão, e pela criação de um comitê de defesa de direitos humanos, encampou a idéia e deu-lhe forma até mais ampla, com a fundação da Comissão Pontifícia Justiça e Paz, da qual fui presidente, primeira entidade estadual (mas vinculada ao Vaticano, daí "Pontifícia" ) destinada à defesa dos direitos humanos. Movimento idealista e agregador, a ele somaram-se outros nomes, tornando-o ainda mais forte. Carlos Antônio Varela Barca, Padre Vilela (Pastoral Carcerária), Adilson Gurgel de Castro (primeiro presidente), Marcondes Assis da Silva (Pastoral da Juventude), Marlúcia Paiva, Francisco Gomes, Oswaldo e Roberto Monte e outros. Era meu amigo e em várias ocasiões conversamos muito. Sobretudo filosofia, política, religião e poesia. Havia entre nós um elo de simpatia, a identificação espiritualo que tanto aproxima as pessoas. Mostrou-me manuscritos seus antes de torná-los livros. Certa vez falava-me sobre a coragem e definia o corajoso não como aquele despojado do medo, mas que o dominava. Tema, aliás, que aborda em seu livro "Toda Palavra é uma Semente": "O problema, o verdadeiro problema não é ter ou não ter medo, mas, quando necessário agir, deixar-se levar pelo temor". Dediquei-lhe uma tradução que fiz do "Noche Oscura", do místico e grande poeta espanhol San Juan de la Cruz, para mim um dos momentos mais altos (senão o mais alto) da poesia em língua castelhana, que trata do encontro da alma com Deus e cuja primeira estrofe (transcrita no original) associo agora à sua própria partida, após concluída a sua obra, e estando em paz com Deus e com os homens. "En una noche oscura com ansias en amores inflamada, oh dichosa ventura!, sali sin ser notada, estandu ya in mi casa sosegada". Em memória do amigo, em maio às ilusões do mundo e do mistéria, revela-me a poesia, de observação e confiança cósmicas: A realidade é a opção do provável. O real é Deus.
Escrito por Tião Maia às 21h39
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FELIZ NIVER QueM Está de idade nova é o astro da salinésia, SERGINHO LISBOA. O cantor da Banda Naballada, super agitador, carismático e sangue bom, recebe os parabéns do blog ARTEMANIA. 
Serginho Lisboa, da Naballada
Escrito por Tião Maia às 21h53
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EDUCAÇÃO Forum - Macau 2030 Novo local, data e hora. dia 03 de julho, no Porto de Ama 09:00hs

Escrito por Tião Maia às 14h39
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EDUCAÇÃO  "Trabalho há mais de 30 anos com escola que não tem aula, série e prova, e dá certo", diz educador português José Pacheco Idealizador da Escola da Ponte, em Portugal, instituição que, em 1976, iniciou um projeto no qual os estudantes aprendem sem salas de aula, divisão de turmas ou disciplinas, o educador português José Pacheco afirma que as escolas tradicionais são um desperdício para os estudantes e os professores. "O que fiz por mais de 30 anos foi uma escola onde não há aula, onde não há série, horário, diretor. E é a melhor escola nas provas nacionais e nos vestibulares", diz. "Dar aula não serve para nada. É necessário um outro tipo de trabalho, que requer muito estudo, muito tempo e muita reflexão." Aos 58 anos, o professor que classifica autores como Jean Piaget como "fósseis", fez uma peregrinação pelo país. No trabalho de prospecção de boas iniciativas em colégios brasileiros, Pacheco só não conheceu instituições do Acre e do Amapá e diz ter somado cerca de 300 voos no último ano. Com a experiência das viagens, escreveu dois livros de crônicas: o "Pequeno Dicionário de Absurdos em Educação", da editora Artmed, e o "Pequeno Dicionário das Utopias da Educação", da editora Wak. Aponta ainda que a educação brasileira não precisa de mais recursos para melhorar: "O Brasil tem tudo o que precisa, tem todos os recursos e os desperdiça". Veja a entrevista EDUCAÇÃO - Em suas andanças pelo país, qual o absurdo que mais chamou sua atenção? PACHECO - O maior absurdo é que a educação do Brasil não precisa de recursos para melhorar. O Brasil tem tudo o que precisa, tem todos os recursos e os desperdiça. EDUCAÇÃO - Desperdiça como? PACHECO - Pelo tipo de organização. A começar pelo próprio Ministério da Educação. Eu brinco, por vezes, dizendo que o melhor que se poderia fazer pela educação no Brasil era extinguir o Ministério da Educação. Era a primeira grande política educativa. EDUCAÇÃO - Qual o problema do ministério? PACHECO - Toda a burocracia do Ministério da Educação que se estende até a base, porque a burocracia também existe nas escolas, à imagem e semelhança do ministério. No próprio ministério, o contraste entre a utopia e o absurdo também existe. Conheço gente da máxima competência, gente honesta. O problema é que, com gente tão boa, as coisas não funcionam porque o modo burocrático vertical não funciona. É um desperdício tremendo. EDUCAÇÃO - Como resolver? PACHECO - Teria de haver uma diferente concepção de gestão pública, uma diferente concepção de educação e uma revisão de tudo o que é o trabalho. EDUCAÇÃO - O que teria de mudar na concepção de educação? PACHECO - O essencial seria que o Brasil compreendesse que não precisa ir ao estrangeiro procurar as suas soluções. Esse é outro absurdo. Quais são hoje os autores que influenciam as escolas? Vygotsky [Lev S. Vygotsky (1896-1934)], Piaget [Jean Piaget (1896-1980)]? Não vejo um brasileiro. Mas podem dizer: "E Paulo Freire?". Não vejo Paulo Freire em nenhuma sala de aula. Fala-se, mas não se faz. Identifiquei, nos últimos anos, autores brasileiros da maior importância que o Brasil desconhece. Esse é outro absurdo. Quem é que ouviu falar de Eurípedes Barsanulfo (1880-1918)? De Tomás Novelino (1901-2000)? De Agostinho da Silva (1906-1994)? Ninguém fala deles. Como um país como este, que tem os maiores educadores que eu já conheci, não quer saber deles nem os conhece? Há 102 anos, em 1907, o Brasil teve aquilo que eu considero o projeto educacional mais avançado do século 20. Se eu perguntar a cem educadores brasileiros, 99 não conhecem. Era em Sacramento, Minas Gerais, mas agora já não existe. O autor foi Eurípedes Barsanulfo, que morreu em 1918 com a gripe espanhola. Este foi, para mim, o projeto mais arrojado do século 20, no mundo. EDUCAÇÃO - O que tinha de tão arrojado? PACHECO - Primeiro, na época, era proibida a educação de moços e moças juntos. Só durante o governo Getúlio Vargas é que se pôde juntar os dois gêneros nos colégios. Ele [Barsanulfo] fez isso. Ele tinha pesquisa na natureza, tinha astronomia no currículo oficial. Não tinha série nem turma nem aula nem prova. E os alunos desse liceu foram a elite de seu tempo. Tomás Novelino foi um deles e Roberto Crema, que hoje está aí com a educação holística global, foi aluno de Novelino. EDUCAÇÃO - Por que o senhor fala desses autores? PACHECO - Digo isso para que o brasileiro tenha amor próprio, compreenda aquilo que tem para que não importe do estrangeiro aquilo que não precisa. É um absurdo ter tudo aqui dentro e ir pegar lá fora. EDUCAÇÃO - Qual foi a maior utopia que o senhor viu? PACHECO - O Brasil é um país de utopias, como a de Antônio Conselheiro e a de Zumbi dos Palmares. Fui para a história, para não falar em educação. Na educação, temos Agostinho da Silva, que é um utópico coerente, cuja utopia é perfeitamente viável no Brasil. Ou seja, é possível ter uma educação que seja de todos e para todos. O Brasil, dentro de uns 30 ou 40 anos, será um país bem importante pela educação. São os absurdos que têm de desaparecer, para dar lugar à concretização das utopias. Acredito nisso, por isso estou aqui.
Escrito por Tião Maia às 22h15
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PACHECO MINISTRA CURSO NO COLÉGIO PUERI DOMUS, NA ZONA SUL DA CAPITAL
EDUCAÇÃO - Os professores são resistentes às mudanças? PACHECO - Os professores são um problema e são a solução. Eu prefiro pensar naqueles professores que são a solução, conheço muitos que estão afirmando práticas diferentes. EDUCAÇÃO - Práticas diferentes como a da Escola da Ponte? PACHECO - Não são "como", mas inspiradas, com certeza. São práticas que fazem com que a escola seja para todos e proporcione sucesso para todos. EDUCAÇÃO - Dentro da escola tradicional, onde ocorre o desperdício de recursos? PACHECO - Se considerarmos o dinheiro que o Estado gasta por aluno, daria para ter uma escola de elite. Onde o dinheiro se desperdiça? Por que em uma escola qualquer, que tem turmas de 40 alunos, a relação entre o número de professores e de alunos é de um para nove? Por que os laudos e os atestados médicos são tantos? Porque a situação que se criou nas escolas é a do descaso. Esse é um absurdo. EDUCAÇÃO - Onde mais ocorre o desperdício nas escolas? PACHECO - O desperdício de tempo também é enorme em uma aula. Pelo tipo de trabalho que se faz, quando se dá aula, uma parte dos alunos não tem condições de perceber o que está acontecendo, porque não têm os chamados pré-requisitos, e se desliga. Há um outro conjunto de crianças que sabem mais do que o professor está explicando - e também se desliga. Há os que acompanham, mas nem todos entendem o que o professor fala. Em uma aula de 50 minutos, o professor desperdiça cerca de 20 horas. Se multiplicarmos o número de alunos que não aproveitam a aula pelo tempo, vai dar isso. O desperdício maior tem a ver com o funcionamento das escolas. Os professores são pessoas sábias, honestas, inteligentes e que podem fazer de outro modo: não dando aula, porque dar aula não serve para nada. É necessário um outro tipo de trabalho, que requer muito estudo, muito tempo e muita reflexão. EDUCAÇÃO - As famílias não estão acostumadas com escolas que não têm classe, professor ou disciplinas. Querem o conteúdo para o vestibular. Como se rompe com esse tipo de mentalidade? PACHECO - Pode-se romper mostrando que é possível. Eu falo do que faço, e não de teorias. O que fiz por mais de 30 anos foi uma escola onde não há aula, onde não há série, horário, diretor. E é a melhor escola nas provas nacionais e nos vestibulares. Justamente por não ter aulas e nada disso. EDUCAÇÃO - Por que uma escola que não tem provas forma alunos capazes de ter boas notas em provas e concursos? PACHECO - Exatamente por ser uma escola, enquanto as que dão aulas não são. As pessoas têm de perceber que não é impossível. E mais, que é mais fácil. Posso afirmar, porque já fiz as duas coisas: estive em escolas tradicionais, com aulas, provas, com tudo igualzinho a qualquer escola; e estive também 32 anos em outra escola que não tem nada disso. É mais fácil, os resultados são melhores. EDUCAÇÃO - Na concepção do senhor, o que é uma boa escola? PACHECO - É a aquela que dá a todos condições de acesso, e a cada um, condições de sucesso. Sucesso não é só chegar ao conhecimento, é a felicidade. É uma escola onde não haja nenhuma criança que não aprenda. E isso é possível, porque eu sei que é. Na prática. EDUCAÇÃO - O professor que está em uma escola tradicional tem espaço para fazer um trabalho diferente? O senhor vê espaço para isso? PACHECO - Não só vejo, como participo disso. No Brasil, participei de vários projetos onde os professores conseguiram escapar à lógica da reprodução do sistema que lhe é imposto. Só que isso requer várias condições: primeiro, não pode ser feito em termos individuais; segundo, a pessoa tem de respeitar que os outros também têm razão. Se, dentro da escola, os processos começam a mudar e os resultados aparecem, os outros professores se aproximam. Não tem de haver divisionismo. EDUCAÇÃO - O senhor acha que a mudança na estrutura da escola poderia partir do poder público ou depende da base? PACHECO - Acredito que possa partir do poder público, mas duvido que aconteça. As secretarias têm projetos importantes, mas são de quatro anos. Uma mudança em educação precisa de dezenas de anos. Precisa de continuidade. E isso é difícil de assegurar em uma gestão. Precisa partir de cada unidade escolar e do poder público juntos.
Escrito por Tião Maia às 22h13
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BANG, BANG.  Meninos, eu vi!!!! De repente a Rua Martins Ferreira e o Beco das Galinhas, centro de Macau, se transforma em uma praça de guerra. Bandidos, policiais, balas pra lá, balas pra cá. Gritos, tiros, correria, e no meio do fogo cruzado... A população indefesa. Meu Deus, aonde isso vai parar? Em menos de uma semana eu, particularmente presenciei dois assaltos: um na Lan hause de Ronaldo situada na esquina da Rua D. Pedro II com a Tv. 15 de Novembro, (As quatro Bocas) e outro na Casa Lotérica de Macau, em frente a Dismavel, no centro da cidade. Em plena luz do dia. Às quatro horas da tarde. O assalto desta tarde, dia 29 de junho, dia de São Pedro, ocorreu quando um bandido encapuzado, armado com uma arma de fogo, entrou na Casa Lotérica e anunciou o assalto. Tomou vários pertences dos clientes, dinheiro, celulares, bolsas, relógios e ainda certa quantia em dinheiro dos caixas da Casa Lotérica. Em seguida, correu, entrou no Beco das Galinhas (Rua Professor Justino Bessa) aonde um comparsa já o aguardava em uma moto. A polícia, que estava em um grupo de três, reagiu imediatamente e correu atrás, ao se deparar com os meliantes no referido beco, houve uma intensa troca de tiros. Porém, infelizmente, pela agilidade e rapidez da fuga dos bandidos, e a desestruturação das nossas forças de segurança, até o presente momento nada foi recuperado nem os bandidos presos. Uma pessoa ligou para a delegacia de Polícia Militar na hora em estava ocorrendo o assalto e o policial de plantão lhe responde dizendo: “- Infelizmente não podemos fazer nada, pois estamos sem viatura.” No dia anterior, dia 28 de junho, domingo, por volta das 21h, na ocasião em que ocorreu uma briga no conjunto da COHAB, aonde uma pessoa desfechou uma garrafada na barriga da outro provocando um grande ferimento. A polícia teve de vir no carro pertencente ao senhor Paulo Xavier, que prestou o serviço. Nós, os cidadãos honestos e trabalhadores, não deveríamos reagir?
Escrito por Tião Maia às 22h01
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ESTILIZADAS  OXENTE É CAMPEÃ. A Quadrilha Estilizada OXENTE, surpreende, dá um super show, arrebenta a boca do balão e é a grande campeã do FESTIVAL DE QUADRILHAS JUNINAS de 2009 do Roçado de São Pedro em Macau.
Escrito por Tião Maia às 00h55
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JUNINAS Hoje, último dia de Roçado 







Hoje é o ultimo dia de festejos no Roçado de São Pedro. A animação fica por conta da banda Arroba e Jair. Hoje tem também a competição das quadrilhas juninas estilizadas. Parabéns a todos que estiveram a frente do evento, Andre Silva, Chico Paraiba... enfim a todos que colaboraram para o sucesso do Roçado.
FONTE
BLOG ANDRÉ SILVA
Escrito por Tião Maia às 19h59
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ELEIÇÃO COMUNITÁRIA  Hoje, dia 26 de junho de 2009. Durante todo o dia, num domingo ensolarado. A comunidade da COHAB saiu em peso às ruas para votar na eleição do Conselho Comunitário da COHAB. Concorreram a eleição três chapas. Num universo de 440 votos. O resultado ficou da seguinte forma. · CHAPA 01, com Francisco Filgueira para presidente e Cabo Wiliam para vice, obteve 60 votos · CHAPA 02, com Pardalzinho, atual presidente do Conselho Comunitário e Veronildo de vice, obteve 141 votos. · CHAPA 03, encabeçada por Inácio Mariano e Márcio Catombo, foi a chapa vencedora com um total de 231 votos. · VOTOS NULOS: 08 Votos. OS NÚMEROS: · CHAPA 01: 60 votos, 13% dos votos válidos · CHAPA 02: 141 votos, 29% dos votos válidos · CHAPA 03: 231 votos, 55,5% dos votos válidos. · VOTOS NULOS; 08 votos, 2,5% dos votos válidos · TOTAL DE VOTANTES: 440 votos válidos e nulos, uma média aproximada de 50% dos habilitados a votarem na comunidade. CHAPA VENCEDORA CHAPA 01, com 231 votos. INÁCIO MARIANO - PRESIDENTE E MÁRCIO CATOMBO - VICE. GESTÃO 2009/2010
Escrito por Tião Maia às 19h40
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